segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lobisomem





*A lenda do lobisomem nasceu na Alemanha, nos arredores de Colongne e Bedburg em 1591. Naquela epoca a Europa estava ainda mergulhada em crenças, mitos e superstições. As cidades e aldeias era muito pouco desenvolvidas e a população vivia perto de florestas. O medo pelos lobos era constante. Os seus ataques eram tão frequentes que as pessoas tinham medo de viajar. Todas as manhã, os camponeses encontravam pedaços de corpos no seus campos de lavoura. A população tentava ao maximo manter as aldeias seguras, organizando caçadas. Mas um dia os habitantes das cidades alemãs de Colongne e Bedburg fizeram uma descoberta horrivel, que mudou para sempre a humanidade.

Um antigo documento descreve esse acontecimento horrivel. Durante uma caçada, algumas pessoas conseguiram encurralar um lobo. O lobo ao ser atacado por cães,paus e lanças, surpreendentemente não fugiu. Um dos habitantes reconheçeu no lobo um vizinho da sua aldeia. O lobo era Peter Stubbe. Este foi o primeiro lobisomem da historia.

Peter foi capturado e torturado, até que confessou ter cometido 16 assassinatos, incluindo duas mulheres gravidas e 13 crianças. A sua historia é curiosa. Peter começou a praticar feitiçaria aos 12 anos. Era obcecado e tentou por varias vezes fazer pactos com o diabo. Alegava que ao usar um cinto magico tinha atacado inimigos, reais ou imaginarios, por vingança. Depois de varios meses, começou a disfarçar-se de lobo e continuou com os seus actos de selvagaria. Quando estava transformado em lobo, rasgava as gargantas das vitimas e sugava-lhes o sangue. Gradualmente o seu desejo por sangue aumentou o que o obrigou a procurar vitimas nos campos de cultivo.

Não havia punição que fosse justa para tamanhos crimes. Ele foi colocado na roda da tortura e a sua pele foi removida com um ferro em brasa. Os seus braços e pernas foram partidos e finalmente foi decapitado. O seu corpo foi queimado até só restarem cinzas. Os seus instrumentos de feitiçaria foram queimados, bem como a sua amante e filha, queimadas vivas.

O magistrado da cidade de Bedburg construiu um momumento em memoria deste horrivel incidente. Na praça principal foi colocada a roda da tortura com a cabeça de Peter no topo. Diz-se que o seu craneo tinha uma estrutura muito parecida com a de um lobo.

A historia de Petter Stubbe e a sua execução espalhou-se pelas terras e as pessoas começaram a acreditar que estas criaturas realmente existiam e viviam entre elas. Assim nasceu o lobisomem.
Com o passar dos seculos milhares de historias foram aparecendo e milhares de pessoas condenadas. Dizia-se que era possivel identificar estes seres mesmo enquanto estavam na sua forma humana. Teriam sobrancelhas ligadas, largas e peludas. Unhas longas e rosadas, sempre longas e em forma de amendoa. A sua boca e olhos deveriam estar sempre secos e estas pessoas estavam constantemente com sede. As suas orelhas eram longas e grandes. A sua pele era dura, sempre arranhada e peluda, com tonalidades amareladas, rosadas ou esverdeadas. Alem disso tambem teriam de ter certos habitos que os ligavam aos lobos, como preferir estar sozinho e a noite, e a inclinação de visitar cemiterios, onde se sabia que eram desenterrados corpos para festins de seres malignos.
A transformação era feita de inumeras maneiras. A tecnica mais comum era praticada em noites de lua cheia. Primeiro o homem teria de ir para um local isolado e desenhar um enorme circulo no chão. No centro desse circulo tinha de fazer fogo e preparar um oleo que ia ajudar na transformação. Depois de se untar com o oleo, vestiam uma pele de lobo e rezavam ao diabo. No fim do processo o homem transformava-se em lobo e corria em busca de uma presa.

Só entre 1520 e 1630, em França, mais de 30.000 individuos foram mortos, acusados de serem lobisomens.

Na mitologia grega tambem existem lobisomens. Zeus uma vez disfarçou-se viajante e procurou ser recebido na corte do vil rei da Arcadia, Lycaon. O rei reconheceu o deus e tentou mata-lo. Serviu-lhe carne humana, alimento que nenhum deus poderia comer. Zeus apercebeu-se da armadinha de Lycaon e não comeu. Em vez disso destruiu o palacio e condenou o rei a viver o resto da vida como lobo.
Deste mito é originada a palavra Lycanthrope (em grego lykos significa lobo e anthropos significa homem), que é usada para descrever o fenomeno de transmutação.

Dedico este post a toda a gente que tem comentado e deixado a sua opinião. Voces são muito importantes para mim.

Curupira


Ser fantástico que, segundo a crença popular, habita as florestas e é o protetor das plantas e dos animais. Referido desde o séc. XVI, o curupira é descrito como tendo a estatura de um menino, pele escura e os pés às avessas, isto é, com os calcanhares para frente; suas pegadas enganam os caçadores e seringueiros, que se perdem nas florestas. O curupira também faz as pessoas se perderam imitando gritos humanos. Para não serem incomodados, os seringueiros e caçadores, adaptando um costume indígena, fazem oferendas de pinga e fumo.

        O Curupira e uma espécie de gênio da floresta. Parece-se com um menino de cabelos vermelhos, mas tem o corpo peludo, dentes verdes e os seus pés são virados: o calcanhar para a frente e os dedos para trás. É ele quem cuida dos animais da floresta. Dizem que esses ruídos misteriosos que vêm da mata são causados por ele. Tolera os caçadores que caçam para comer, mas não tem pena dos caçadores maldosos, principalmente dos que matam filhotes. Quando vê um caçador que mata por prazer, judia tanto dele, mas tanto, que o coitado, se não morre, fica louco para sempre.

        Para proteger os animais, ele usa mil artimanhas, procurando iludir o caçador: gritos, assobios, gemidos. O caçador pensa que é um animal ou uma ave e vai atrás do Curupira.     Quando percebe, está perdido na floresta.
        Ao se aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos troncos das árvores.  Assim, ele vê se elas estão fortes para agüentar a ventania. Se percebe que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele avisa a bicharada para não chegar perto dela.
        Os índios contavam uma interessante história sobre o Curupira.
            Estava o Curupira andando pela floresta, quando encontrou um índio caçador que dormia profundamente. O Curupira estava com muita fome e cismou em comer o coração do homem. Assim, fez com que ele acordasse. O caçador levou um susto, mas como ele era muito controlado, fingiu que não estava com medo. O Curupira disse-lhe:
        - Quero um pedaço de seu coração!
        O Caçador, que era muito esperto, lembrando-se que havia atirado num macaco, entregou ao Curupira um pedaço do coração do macaco. O Curupira provou, gostou e quis comer tudo.
        - Quero mais! Quero o resto! - pediu ele. O Caçador entregou-lhe o que havia sobrado, mas, em troca, exigiu um pedaço do coração do Curupira.
        - Fiz sua vontade, não fiz? Agora você deve dar-me em pagamento um pedaço de seu coração, disse ele.
        O Curupira não era muito esperto e acreditou que o Caçador havia arrancado o próprio coração, sem ter sofrido nenhuma dor e sem haver morrido.
        - Está certo, respondeu o Curupira, empreste-me sua faca.
        O Caçador entregou-lhe a faca e afastou-se o mais que pôde, temendo levar uma facada. O Curupira, porém, estava sendo sincero. Enterrou a faca no próprio peito e tombou, sem vida. O Caçador não esperou mais, disparou pela floresta com tal velocidade que deixaria para trás os bichos mais velozes...
        Quando chegou à aldeia, estava com a língua de fora e prometeu a si mesmo não voltar nunca mais à floresta. Pensou: "Desta escapei. Noutra é que não caio"
Durante um ano, o índio não quis saber de entrar na mata. Quando lhe perguntavam por que não saía mais da aldeia, ele se desculpava, dizendo estar doente.
        O Caçador tinha uma filha que era muito vaidosa. Como haveria uma festa dentro de poucos dias, ela pediu ao pai um colar diferente de todos os que ela já tinha visto.
        O índio, pai dedicado, começou a pensar num modo de satisfazer o desejo da filha. Lembrou-se, então, dos dentes verdes do Curupira. Daria um bonito colar, sem dúvida.
Partiu para a floresta e procurou o lugar onde o gênio havia morrido. Depois de algumas voltas, deu com o esqueleto meio encoberto pelo mato. Os dentes verdes brilhavam ao sol, parecendo esmeraldas.
        Conseguindo vencer o receio, apanhou o crânio do Curupira e começou a bater com ele no tronco de uma árvore, para que se despedaçasse e soltasse os dentes.
Imaginem a sua surpresa quando, de repente, viu o Curupira voltar à vida! Ali estava ele, exatamente como antes, parecendo que nada havia acontecido!
        Por sorte, o Curupira acreditou que o Caçador o ressuscitara de propósito e ficou todo contente:
        - Muito obrigado!  Você devolveu-me a vida e não sei como agradecer-lhe!
        O índio percebeu que estava salvo e respondeu que o Curupira não tinha nada que agradecer, mas ele insistia em demonstrar sua gratidão. Pensou um pouco e disse:
        - Tome este arco e esta flecha. São mágicos. Basta que você olhe para a ave ou animal que deseja caçar e atire. A flecha não errará o alvo. Nunca mais lhe faltará caça. Mas, agora, ouça bem: jamais aponte para uma ave ou animal que esteja em bando, pois você seria atacado e despedaçado pelos companheiros dele.  Entendeu?
        O índio disse que sim e desde aquele momento não mais lhe faltou caça. Era só atirar a flecha e zás! O bicho caía. Tornou-se o maior caçador de sua tribo. Por onde passava, era olhado com respeito e admiração.
        Um dia, ele estava caçando com outros companheiros que não tinham mais palavras para elogiá-lo. O índio sentiu-se tão importante que, ao ver um bando de pássaros que se aproximava, esqueceu-se da recomendação do Curupira e atirou...
        Matou somente um pássaro e, como o Curupira avisara, foi atacado pelo bando enlouquecido pela perda do companheiro.
        De seus amigos, não ficou um: dispararam pela floresta, deixando-o entregue à própria sorte.
        O pobre índio foi estraçalhado pelos pássaros. A cabeça estava num lugar, um braço no outro, uma perna aqui, outra longe... O Curupira ficou com pena dele. Arranjou cera e acendeu um fogo para derretê-la.  Depois recolheu os pedaços do Caçador e colou-os com a cera. O índio voltou à vida e levantou-se:
        - Muito obrigado! Não sei como agradecer-lhe!
        - Não tem o que agradecer, respondeu o Curupira, mas preste atenção. Esta foi a primeira e ú1tima vez que pude salvá-lo! Não beba, nem coma nada que esteja quente! Se o fizer, a cera se derreterá e você também!
        Durante muito tempo, o índio levou uma vida normal. Ninguém sabia do acontecido. Um dia, porém, sua mulher lhe serviu uma comida quente e apetitosa, tão apetitosa que o índio nem se lembrou que a cera poderia derreter-se. Engoliu a comida e pronto! Não só a cera se derreteu, mas também o próprio índio.2

Boto cor de Rosa

A lenda do boto tem sua origem na região amazônica (Norte do Brasil). Ainda hoje é muito popular na região e faz parte do folclore amazônico e brasileiro.

O que diz a lenda
De acordo com a lenda, um boto cor-de-rosa sai dos rios nas noites de festa junina. Com um poder especial, consegue se transformar num lindo jovem vestido com roupa social branca. Ele usa um chapéu branco para encobrir o rosto e disfarçar o nariz grande. Com seu jeito galanteador e falante, o boto aproxima-se das jovens desacompanhadas, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio, local onde costuma engravidá-las. Na manhã seguinte volta a se transformar no boto.

Cultura popular:
- Na cultura popular, a lenda do boto era usada para justificar a ocorrência de uma gravidez fora do casamento.

- Ainda nos dias atuais, principalmente na região amazônica, costuma-se dizer que uma criança é filha do boto, quando não se sabe quem é o pai.

No cinema
- A lenda do boto foi transformada num filme em 1987. Com o título de Ele, o boto, o filme tem no elenco Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss e Ney Latorraca. A direção é de Walter Lima Junior.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

*O Playstation 3 agora está em todas as lojas do mundo todo,com dois controles sem fios,memoria RAM e 70MB, adicionais poderão fazer toda a diferença para efeitos, texturas e outros elementos presentes nos jogos.
 O preço desse video game custa apenas a partir de R$ 842,50.